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Bioestimulador de colágeno: o que é, para quem é e quando eu não indico
Como o tratamento age na pele, o que esperar ao longo dos meses e os casos em que eu prefiro indicar outro caminho.

Quando alguém me pergunta o que é bioestimulador, eu gosto de começar pelo que ele não faz. Ele não é um preenchedor, não dá volume imediato e não deixa ninguém com cara de procedimento. O trabalho dele é outro: lembrar a sua pele de produzir uma proteína que ela fabricava com muito mais facilidade alguns anos atrás.
Essa proteína é o colágeno. E é por isso que eu chamo o tratamento de poupança de colágeno: você investe agora para a pele ter reserva de firmeza lá na frente.
Por que a pele perde firmeza
O colágeno forma um emaranhado de fibras logo abaixo da superfície da pele. É esse emaranhado que segura tudo no lugar. Ele precisa ser firme, mas com uma firmeza flexível, porque o rosto se mexe o dia inteiro.
Com o passar dos anos, o corpo produz menos colágeno e as fibras que já existem vão ficando mais finas. Sol, cigarro, sono ruim e alimentação também aceleram esse processo. O resultado não aparece de um dia para o outro: primeiro a pele parece mais cansada, depois o contorno começa a ceder, o bigode chinês marca mais e o olhar pesa.
Nenhuma dessas mudanças é falta de volume. É falta de sustentação. E é exatamente aí que o bioestimulador entra.

Como ele age na pele
O produto é aplicado em camadas específicas da pele. A partir daí, o próprio organismo reage e começa a formar fibras novas de colágeno naquela região. Por isso o resultado é gradual: quem faz o trabalho é o seu corpo, no tempo dele.
Existem bioestimuladores feitos de substâncias diferentes, como o ácido polilático, a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona. Cada um tem um comportamento, uma diluição e uma indicação. A escolha depende da sua pele, da região e do objetivo, e é uma das coisas que eu defino na avaliação.
“Estética é constância. O produto faz a parte dele, e o cuidado em casa faz a outra metade.”Dra. Ana Flávia Mucci
Para quem ele é indicado
De forma geral, o bioestimulador costuma fazer sentido para quem:
- percebe a pele mais fina, com menos sustentação e aquele aspecto de cansada;
- tem flacidez leve a moderada no rosto, no pescoço ou em outras regiões do corpo;
- quer começar a cuidar antes da flacidez aparecer, envelhecendo bem e sem pressa;
- já usa preenchedor e quer depender menos de volume para ter o rosto apoiado.
Uma frase que eu ouço de quem trata comigo resume bem: “senti minha pele firme e usei menos preenchedor facial”. É esse o tipo de resultado que o bioestimulador busca.
Quando eu não indico
Saber dizer não faz parte do tratamento. Estes são alguns casos em que eu prefiro outro caminho, ou nenhum procedimento:
- Quando a queixa pede outra coisa. Mancha, poro e textura respondem melhor a cuidados de pele do que a colágeno injetado.
- Quando a expectativa é de resultado imediato. Quem precisa de mudança para um evento na semana que vem vai se frustrar.
- Quando a flacidez já é muito avançada. Nesses casos eu explico com honestidade até onde o tratamento chega.
- Gestação, amamentação, infecção ativa na região e algumas condições de saúde. Por isso o seu histórico é sempre a primeira parte da avaliação.
Como é a aplicação
Tudo começa na avaliação: eu escuto o que te incomoda, olho a pele de perto e só então defino se o bioestimulador é o caminho. Se for, a gente planeja as regiões, a quantidade de produto e o número de sessões.
No dia, a pele é higienizada, as regiões são marcadas e o produto é aplicado com agulha ou cânula fina. Pode haver um leve inchaço, vermelhidão ou um pequeno roxo nos dias seguintes, e eu te passo todas as orientações de cuidado por escrito.
O que esperar e quanto tempo dura
Nas primeiras semanas, o colágeno ainda está se formando, então o espelho muda pouco. A firmeza vai aparecendo aos poucos, e a resposta costuma chegar perto do pico por volta de 90 dias.
A quantidade de sessões e o intervalo entre elas variam de pessoa para pessoa. O efeito costuma durar bastante, e a manutenção é combinada caso a caso, de acordo com a resposta da sua pele. Os resultados variam, e eu nunca prometo resultado de uma sessão só.
Dúvidas comuns
Bioestimulador de colágeno dói?
A sensação é de picadas rápidas e de pressão leve. A maioria das pessoas tolera bem, e dá para usar anestésico tópico quando necessário.
Vou ficar com o rosto diferente?
Não. Como quem produz o colágeno é o seu próprio corpo, o rosto continua sendo o seu, só mais firme. Esse é justamente o motivo de eu gostar tanto desse tratamento.
Quanto custa?
Depende da quantidade de produto que a sua pele pede e das regiões tratadas. Eu explico tudo neste artigo: por que não existe preço de tabela.
Dá para combinar com ultrassom microfocado?
Em muitos casos, sim. Os dois estimulam colágeno em camadas diferentes da pele, e a combinação é definida na avaliação.
Conteúdo educativo. Ele não substitui a avaliação individual, e os resultados variam de pessoa para pessoa.
Biomédica esteta, CRBM 33048, com residência em harmonização facial. Atende particular na Paulista, em São Paulo, com foco em pele firme, sem exageros.
