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Bioestimulador de colágeno: o que é, para quem é e quando eu não indico

Como o tratamento age na pele, o que esperar ao longo dos meses e os casos em que eu prefiro indicar outro caminho.

Dra. Ana Flávia MucciBiomédica esteta, CRBM 33048 · 8 min de leitura
Dra. Flávia com a seringa de bioestimulador nas mãos, sorrindo
A resposta curtaO bioestimulador de colágeno é um injetável que estimula o seu próprio corpo a produzir colágeno novo. Ele não preenche nem muda o formato do rosto: a pele vai ganhando firmeza aos poucos, ao longo de semanas, e a resposta costuma chegar perto do pico por volta de 90 dias.

Quando alguém me pergunta o que é bioestimulador, eu gosto de começar pelo que ele não faz. Ele não é um preenchedor, não dá volume imediato e não deixa ninguém com cara de procedimento. O trabalho dele é outro: lembrar a sua pele de produzir uma proteína que ela fabricava com muito mais facilidade alguns anos atrás.

Essa proteína é o colágeno. E é por isso que eu chamo o tratamento de poupança de colágeno: você investe agora para a pele ter reserva de firmeza lá na frente.

Por que a pele perde firmeza

O colágeno forma um emaranhado de fibras logo abaixo da superfície da pele. É esse emaranhado que segura tudo no lugar. Ele precisa ser firme, mas com uma firmeza flexível, porque o rosto se mexe o dia inteiro.

Com o passar dos anos, o corpo produz menos colágeno e as fibras que já existem vão ficando mais finas. Sol, cigarro, sono ruim e alimentação também aceleram esse processo. O resultado não aparece de um dia para o outro: primeiro a pele parece mais cansada, depois o contorno começa a ceder, o bigode chinês marca mais e o olhar pesa.

Nenhuma dessas mudanças é falta de volume. É falta de sustentação. E é exatamente aí que o bioestimulador entra.

Mãos de luva avaliando o rosto da paciente antes da aplicação
A aplicação segue o plano definido na avaliação, ponto por ponto.

Como ele age na pele

O produto é aplicado em camadas específicas da pele. A partir daí, o próprio organismo reage e começa a formar fibras novas de colágeno naquela região. Por isso o resultado é gradual: quem faz o trabalho é o seu corpo, no tempo dele.

Existem bioestimuladores feitos de substâncias diferentes, como o ácido polilático, a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona. Cada um tem um comportamento, uma diluição e uma indicação. A escolha depende da sua pele, da região e do objetivo, e é uma das coisas que eu defino na avaliação.

“Estética é constância. O produto faz a parte dele, e o cuidado em casa faz a outra metade.”Dra. Ana Flávia Mucci

Para quem ele é indicado

De forma geral, o bioestimulador costuma fazer sentido para quem:

  • percebe a pele mais fina, com menos sustentação e aquele aspecto de cansada;
  • tem flacidez leve a moderada no rosto, no pescoço ou em outras regiões do corpo;
  • quer começar a cuidar antes da flacidez aparecer, envelhecendo bem e sem pressa;
  • já usa preenchedor e quer depender menos de volume para ter o rosto apoiado.

Uma frase que eu ouço de quem trata comigo resume bem: “senti minha pele firme e usei menos preenchedor facial”. É esse o tipo de resultado que o bioestimulador busca.

Quando eu não indico

Saber dizer não faz parte do tratamento. Estes são alguns casos em que eu prefiro outro caminho, ou nenhum procedimento:

  • Quando a queixa pede outra coisa. Mancha, poro e textura respondem melhor a cuidados de pele do que a colágeno injetado.
  • Quando a expectativa é de resultado imediato. Quem precisa de mudança para um evento na semana que vem vai se frustrar.
  • Quando a flacidez já é muito avançada. Nesses casos eu explico com honestidade até onde o tratamento chega.
  • Gestação, amamentação, infecção ativa na região e algumas condições de saúde. Por isso o seu histórico é sempre a primeira parte da avaliação.

Como é a aplicação

Tudo começa na avaliação: eu escuto o que te incomoda, olho a pele de perto e só então defino se o bioestimulador é o caminho. Se for, a gente planeja as regiões, a quantidade de produto e o número de sessões.

No dia, a pele é higienizada, as regiões são marcadas e o produto é aplicado com agulha ou cânula fina. Pode haver um leve inchaço, vermelhidão ou um pequeno roxo nos dias seguintes, e eu te passo todas as orientações de cuidado por escrito.

O que esperar e quanto tempo dura

Nas primeiras semanas, o colágeno ainda está se formando, então o espelho muda pouco. A firmeza vai aparecendo aos poucos, e a resposta costuma chegar perto do pico por volta de 90 dias.

A quantidade de sessões e o intervalo entre elas variam de pessoa para pessoa. O efeito costuma durar bastante, e a manutenção é combinada caso a caso, de acordo com a resposta da sua pele. Os resultados variam, e eu nunca prometo resultado de uma sessão só.

Dúvidas comuns

Bioestimulador de colágeno dói?

A sensação é de picadas rápidas e de pressão leve. A maioria das pessoas tolera bem, e dá para usar anestésico tópico quando necessário.

Vou ficar com o rosto diferente?

Não. Como quem produz o colágeno é o seu próprio corpo, o rosto continua sendo o seu, só mais firme. Esse é justamente o motivo de eu gostar tanto desse tratamento.

Quanto custa?

Depende da quantidade de produto que a sua pele pede e das regiões tratadas. Eu explico tudo neste artigo: por que não existe preço de tabela.

Dá para combinar com ultrassom microfocado?

Em muitos casos, sim. Os dois estimulam colágeno em camadas diferentes da pele, e a combinação é definida na avaliação.

Conteúdo educativo. Ele não substitui a avaliação individual, e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Dra. Ana Flávia Mucci
Dra. Ana Flávia Mucci

Biomédica esteta, CRBM 33048, com residência em harmonização facial. Atende particular na Paulista, em São Paulo, com foco em pele firme, sem exageros.

Conheça a trajetória dela

Dra. Flávia sentada no sofá, sorrindo, com o queixo apoiado na mão

Será que a sua pele precisa disso agora?

Na avaliação por cortesia eu olho a sua pele de perto e te digo com honestidade se o bioestimulador faz sentido, ou se não faz.

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